21.5.12

Elegia nº 02

Fazemos escolhas e nem sabemos porque, apontamos aleatóriamente para um caminho e nossos pés obedecem a ponta do dedo, a ponta não pensante; mas quem é que está à refletir afinal? Seguimos convictos em nossas dúvidas, olhamos no reflexo de uma vitral qualquer, e quem é você? quem é aquele amontoado de nervos e músculos que não reconhemos mais? Sorrimos sorrisos tortos de nicotina e café, que é pra passar logo o dia, que é para aguentar os infortúnios da modernidade, todo esse corre-corre que você sempre sonhou, infindáveis seres humanos suados, estafados, maltratados, perdidos em seus próprios simulacros, onde o saldo bancário no fim do mês parece compensar toda rusga. Isso é realização... é isso, não é? Melhor pensar que sim, dar mais um trago, mais um gole e bater o cartão.

10.5.12

De todo meu amor...


Para meu vozinho, que está no hospital, e é uma das pessoas mais incriveis deste mundo.

27.4.12

Cortázar, sempre, Cortázar...

"[...] Más que nunca creo que la lucha en pro del socialismo latinoamericano debe enfrentar el horror cotidiano con la única actitud que un día le dará la victoria: cuidando preciosamente, celosamente, la capacidad de vivir tal como la queremos para ese futuro, con todo lo que supone de amor, de juego y de alegria.[...]"


Julio Cortázar - Prefácio del Libro de Manuel (1973)

20.4.12

Elegia nº 01

Só um canto sussurrado é fiel à solidão/ Nem teus olhos que hoje não mais, que ontem tanto.../ Nem esta angústia douda no peito meu./ Só o canto num sussurro longo e infindável/ Só à ele pertence meus lamentos solitários./ Nem o violino, nem o entardecer acinzentado/ Nem noturnos ermos, nem os teus não-ditos/ Só o canto, o pueril encanto de um sussurro calado/ Só à ele entrego todo o sal de mim/ Só à ele um esboço daquele sorriso tímido de soslaio/ Que um dia tão meu, que um dia mais que representação de algo que hoje é passado.

10.4.12

Para não dizer que deixei o hiato em branco

E a menina preenche o hiato criativo ( e todos os outros que o acompanham) com um amontoado de musica e letras que saltam destas e dos livros à escorrer-lhe dos braços.